terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Já vi este filme!

 
  

   Há muitos anos. O protagonista chamava-se Calheiros. Carlos Calheiros.

   Olhemos para dentro:

   A equipa do Boavista entrou a pressionar alto, com muitos jogadores, intensidade e proximidade. Algo que o Guimarães fizera mas menos bem. Resultou. O jogo encarnado perdeu fluidez logo na origem. Nestes casos a bola deve ser colocada, diretamente, com critério, desde a linha defensiva, para as costas da defesa contrária.
 
   A falta de Pizzi  que originou o castigo do qual resultou o primeiro golo do Boavista foi displicente. Não havia razão para a cometer. Podia ter acompanhado o adversário estorvando a sua ação, recorrendo à carga de ombro se necessário; pelo menos até à entrada da área.
 
   No lance do segundo golo dos axadrezados, Lucas fez-se ao lance correndo sem oposição desde a sua área, o que lhe permitiu disputar o lance a André Almeida em vantagem, por, este, estar concentrado na bola. Sendo o Lucas defesa competia ao correspondente avançado fazer a marcação. De todo o modo, André Almeida deveria ter mantido vigilância ao espaço frontal e prevenir-se de forma a impedir ou prejudicar o cabeceamento do adversário.
 
   No terceiro golo dos nortenhos a defesa encarnada levou uma "banhada"! Dizem que as regras mudaram! Se mudaram foi para pior. É conveniente que estabilizem caso contrário poucos saberão jogar futebol. Seja como for, aprendi umas coisas. Tenho reparado que na marcação de faltas de zonas laterais a equipa atacante coloca um jogador em claro fora de jogo. Não sabia porquê; agora sei. Há duas razões; uma consiste em bloquear o defesa em melhor posição impedindo-o de se fazer ao lance; a outra, trata de desmobilizar os defesas por indução de fora de jogo. Foi o caso. Porém, mais uma vez, alguém deveria ter-se colocado nas costas do Iuri  de forma a disputar o lance ou avisar os colegas para subirem no terreno colocando ambos em fora de jogo. Treina-se. Foi um golo à falsa fé. Seria bom que esta regra fosse revogada; ninguém sabe o que fazer quando o adversário está fora de jogo nestes casos. Isto é para os espertos, não para os talentosos.
 
   Como se viu, Rui Vitória falhou na estratégia. Explicou e aceita-se a ideia. Aumentar a imprevisibilidade à defesa contrária com dois avançados muito rápidos, Rafa e Guedes, falhou, porque o tal Azeri ganhou o duelo a Guedes no lance em que Rafa o isolou. Coisas do jogo. Este, demonstrou que a formação correta teria sido a "clássica" desta época; Cérvi, Mitroglou, Jonas e Sálvio. Rui Vitória deveria tê-lo percebido mais cedo. Viu-se, efetivamente. Também se viu que, mais intensidade, nos fatídicos trinta minutos iniciais, teria evitado dissabores. Já agora, também nos vinte minutos finais. Mais uns minutinhos poderiam ter possibilitado a reviravolta E eram devidos.
 
   Erros grosseiríssimos da equipa de juízes a lembrar tempos de má memória na sequência dos quais este mesmo Boavista acabou despromovido. Ora se a única forma de amainar o tufão da contestação é errar contra os vermelhos e estes defendem a tolerância...aqui está o prémio. Agora sim todos de acordo; para vermelhos, verdes e azuis, "errar é humano".
 
   À parte o jogo, repetem-se velhos sinais; então saiu um louvor para o polícia que agrediu barbaramente, e sem causa, um adepto do Benfica, que lhe irá proporcionar a promoção, pela simples razão de a Ministra da Administração Interna ter "congelado" o processo em curso quando assumiu funções. Braga. O polícia é de Braga, tal como Luís Ferreira. A Ministra é do PS; o mesmo de Ana Gomes e de Helena Roseta, respetivamente, as campeãs do escrutínio público dos negócios futebolísticos na América latina e da revogação dos benefícios fiscais museológicos...que envolvam...o Benfica. Ora pois! Desfeitear os vermelhos, parece que fica bem aos "democratas".

Posto isto, há que dar o mérito a Miguel Leal - exceto em matéria do antijogo - e ao Iuri, Medeiros que "molha sempre a sopa" contra o Benfica; o livre foi soberbamente executado.
 
Força, Benfica!  

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