domingo, 18 de dezembro de 2016

Novas tecnologias no futebol

  
 
 
George Seurat, Grassy Riverbank, 1881
 
   Está em marcha uma sequência de testes do vídeo-árbitro. Desta vez foi utilizado no Mundial de Clubes num jogo do Real Madrid com uma equipa, creio que japonesa. Deu bronca!, tendo recorrido ao vídeo, o juiz da partida cometeu um erro grave ao validar um golo marcado por um jogador em fora de jogo! Logo surgiu o coro dos céticos relativamente ao método. Este caso parece confirmar o vídeo-árbitro como fonte geradora de novos problemas. Mas não é. Há uma diferença decisiva; se, sem ele, os erros do arbitro poderiam ser desculpados pelo seu mau posicionamento no terreno, por obstáculos à visão do lance, ou pela elevada rapidez em que ocorreu, com ele, não há justificação. O árbitro pode e deve ser responsabilizado porque o vídeo permite-lhe observar os lances com precisão, sob vários ângulos. A sanção fica justificada, os maus árbitros acabarão afastados e os restantes preparar-se-ão melhor e preocupar-se-ão mais com o seu desempenho. Também os "homens dos bastidores" perderão campo de manobra para as suas "manigâncias" fora dos relvados. E é este o verdadeiro problema.