quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Uma vitória suada mas merecida

 
 
 
  
Benfica-Rio Ave
 
   Equipa difícil, a do Rio Ave. Já sabíamos. Treinador e árbitro portistas, sequência de quatro vitórias, discurso ambicioso, suscitaram apreensão. Fizeram jus à promessa; os do Rio Ave. Parabéns. Jogaram aberto, com intensidade, sempre à procura do golo. Tiveram oportunidades; uma ou duas.   Receios fundados quanto a Rui Costa; logo a abrir deixou passar uma falta passível de grande penalidade cometida sobre Guedes. Dois bons golos. O segundo foi magnífico. Jogo esticado, de baixa densidade, dividido a meio campo. Vitória sem contestação nem dramas. Magnífica defesa de Ederson num remate cruzado colocadíssimo, da direita.
 
   Não se notou ansiedade na equipa encarnada, que Pinto da Costa lhe tenta colocar ao jogar antecipadamente sem oposição ou protesto de quem quer que seja. O "homem" continua a fazer o que quer! Jonas fez mais uns minutos e Pizzi limpa os cartões com o Leixões.
 
   Siga.
 
   Força Benfica!

domingo, 18 de dezembro de 2016

Novas tecnologias no futebol

  
 
 
George Seurat, Grassy Riverbank, 1881
 
   Está em marcha uma sequência de testes do vídeo-árbitro. Desta vez foi utilizado no Mundial de Clubes num jogo do Real Madrid com uma equipa, creio que japonesa. Deu bronca!, tendo recorrido ao vídeo, o juiz da partida cometeu um erro grave ao validar um golo marcado por um jogador em fora de jogo! Logo surgiu o coro dos céticos relativamente ao método. Este caso parece confirmar o vídeo-árbitro como fonte geradora de novos problemas. Mas não é. Há uma diferença decisiva; se, sem ele, os erros do arbitro poderiam ser desculpados pelo seu mau posicionamento no terreno, por obstáculos à visão do lance, ou pela elevada rapidez em que ocorreu, com ele, não há justificação. O árbitro pode e deve ser responsabilizado porque o vídeo permite-lhe observar os lances com precisão, sob vários ângulos. A sanção fica justificada, os maus árbitros acabarão afastados e os restantes preparar-se-ão melhor e preocupar-se-ão mais com o seu desempenho. Também os "homens dos bastidores" perderão campo de manobra para as suas "manigâncias" fora dos relvados. E é este o verdadeiro problema.
 
 
 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Lição para o Toni


     

   Nenhum benfiquista que se preze necessita de despir a camisola para dizer o que a sua consciência lhe dita, onde quer que seja, porque essa é a essência do benfiquismo.


Os investidores do SCP


 
Álvaro Sobrinho explica circuito dos 3 mil milhões

""A Holdimo é dominada pelo Senhor Dr. Álvaro de Oliveira Madaleno Sobrinho, que detém 99% do seu capital social, pelo que a participação da Holdimo no capital da Sporting SAD é lhe imputável, nos termos do art.º 16º n.º 4 alínea a) do Código dos Valores Mobiliários", adiantava ainda o mesmo comunicado. Álvaro Sobrinho era o presidente do BESA, banco que o BES tinha em Angola e a que tinha uma exposição que acabou por contribuir para a derrocada. Foi em Outubro de 2014 que o investidor angolano entrou no capital social do Sporting com um investimento de 20 milhões, que lhe deu a posição de 29,85%, que é a que mantém ainda neste momento."
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/cmvm-pediu-esclarecimentos-sobre-posicao-de-sobrinho-no-sporting

   Em simultâneo, há o caso dos VMOC que, salvo o erro deverá, atualmente, totalizar os 200 milhões de euros; na data da maturidade, perante a impossibilidade de o SCP devolver o capital, o Novo Banco, capitalizado com garantia do Estado, aguardando comprador apesar da acumulação de avultados prejuízos de exploração - oitocentos e tal milhões de euros em 2015 -, decide prorrogar o prazo por mais dez anos declarando não ter interesse em assumir, na SAD leonina, a posição correspondente à conversão do capital! Então, porque carga de água aceitaram a conversão do capital em ações como contrapartida do empréstimo? Estamos em presença de obrigações perpétuas sem lugar a remuneração do capital, uma vez que o pagamento dos juros contratuais de 4,5 % está condicionado à distribuição de lucros, que jamais ocorrerá!  

   Perante isto, que moralidade têm os dirigentes leoninos para criticar os fundos de investimento associados ao desporto?

domingo, 11 de dezembro de 2016

Benfica-Sporting (2-1)

 
  
 
   E os três pontos ficaram na Luz. E bem! O Benfica foi a equipa mais eficaz; jogou com garra, teve talento para fazer dois excelentes golos e beneficiou de alguma sorte.
 
   A equipa do Sporting apresentou-se determinada, muito compacta, exibindo grande qualidade de passe, pressionando o Benfica com grande intensidade, procurando marcar cedo. A perder por 1-o, os verde brancos vêm para a segunda parte decididos a virar o jogo, dominando o medio campo e aumentando a intensidade do jogo. A "sorte" esteve no poste esquerdo da baliza de Ederson, que, por sinal, não mudou de posição; já lá estava. Nos outros casos, Ederson esteve à sua altura. Honra lhe seja feita; a equipa do Sporting mostrou um futebol de grande qualidade, não tanto no setor ofensivo, apesar da determinação.
 
   Fejsa, Guedes e Pizzi, deram muita luta ao meio campo do Sporting, ficando a ideia de algum défice de músculo e pulmão naquela zona. Foi uma equipa de mangas arregaçadas, com grande disponibilidade física e mental, que nunca deu descanso aos adversários. Notei evolução tática, relativamente aos últimos jogos; como a equipa adversária pressionava muito à frente, Ederson colocava a bola diretamente nos avançados. Falta melhorar o posicionamento destes e a precisão do passe. É suficiente para deixar o adversário inseguro e suscitar oportunidades ofensivas. Mas também reparei na displicência na cobertura do corredor direito, que já se verificara com o Besiktas e o Nápoles; Uma faixa com cerca de 20 metros à responsabilidade,quase exclusiva de Nelson Semedo. Um erro incompreensível. Com a saída de Sálvio e a entrada do veloz e forte Campbell, o golo não tardou! Neste lance esteve também patente outra deficiência tática frequente; Campbell passa por Cervi e Fejsa saindo-lhe ao caminho Nelson - que se esqueceu de esticar a perna no momento do cruzamento - enquanto aqueles ficam parados a ver o lance quando um deles devia ter feito a dobra ao Nelson.  Ora Luisão, deslocou-se para fazer a dobra deixando Dost sem marcação para um golo fácil ao excelente centro de Campbell. Uma grande equipa não comete erros destes. Tenham lá paciência. Com o estrago feito Rui Vitória equilibrou o flanco deslocando Rafa, o único com pernas para Campbell, para lá. Cérvi  trouxe grande consistência ao flanco esquerdo, defendendo, mas sobretudo lançando o pânico no corredor, com sucessivas fintas  sobre os defesas contrários. Notou-se, por várias vezes, a falta de referência na área.
 
   Ederson esteve fantástico; Luisão e Fejsa também; Lindeloff teve uma branca no golo de Dost; André lutou muito e não comprometeu,;Pizzi foi clarividente e lutador tendo-lhe faltado a força já na ponta final; Sálvio, sempre muito marcado, lutou muito e fez um golo fantástico; Guedes foi tremendo a defender a assistir, Jimenez, fez um golo magnífico; Cervi dinamitou a defesa verde-branca; Danilo ajudou a fechar o meio-campo sendo decisivo nalguns lances defensivos e Samaris entrou para dar "oxigénio" ao meio-campo.
 
   Jorge de Sousa consentiu o jogo faltoso dos jogadores do Sporting omitindo a sansão disciplinar - William e Adrien são inimputáveis -, cortando vários lances ofensivos ao Benfica com decisões polémicas e ajuizando mal vários lances de canto, com prejuízo para o Benfica. Nos lances em que Jorge Jesus pede grande penalidade, não tem razão; num é bola no ombro e Nelson tem o braço junto ao corpo, noutro há contacto ligeiro da bola no braço de Pizzi no seguimento do cabeceamento de Lindeloff à entrada da área, a cerca de um metro de distância; nem há intenção de Pizzi jogar a bola com a mão, nem a bola segue para a baliza, nem há nenhum adversário por perto. Coates também escapou ao castigo a lance idêntico.
 
   Nota para o mau perder de Jorge Jesus, que insistiu na tecla do árbitro, como é costume. Quando muito, poderá queixar-se da sorte do jogo. É o futebol. E o Benfica mereceu a vitória.
 
Força Benfica!

PS: Faltou referir outra falha tática dos encarnados; os jogadores, geralmente, seguem a bola, falhando a marcação em zonas críticas. Aconteceu neste jogo em que bastas vezes deixaram William e Adrian soltíssimos no meio campo ofensivo! Um descuido fatal, contra grandes equipas, que demonstra a fraca consolidação tática da equipa.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A dura realidade

      

   Tinha baixas espetativas para este jogo do Benfica com o Nápoles; no jogo em Itália ficou clara a diferença de qualidade entre ambas. Esta equipa napolitana tem todas as virtudes do futebol italiano; taticamente irrepreensível, qualidade individual muito alta e homogénea, elevada e persistente concentração e domínio total dos truques úteis. Apesar de tudo, quando pressionada, comete erros; tinha-se verificado isso mesmo na ponta final do jogo em Nápoles e confirmou-se nos últimos minutos do jogo agora findo. Movimentação, passe, intensidade e sincronismo estiveram muitos furos acima do que a equipa do Benfica mostrou durante os noventa e três minutos.

   Visto isto, a vitória dos italianos não tem contestação, felicitando-se os encarnados pelo apuramento para a fase seguinte, muito graças ao brio dos ucranianos do Dínamode Kiev. Algo que parecia inalcançável nas primeiras jornadas do grupo. Este é o mérito. Tenhamos em conta que, salvo nos anos dourados do Benfica e, mais tarde, do Porto, o futebol português sempre esteve num patamar inferior ao do italiano. 

   Contudo desgostou-me a forma como fomos derrotados; sem intensidade, empastelando o jogo com passes dormentes para o lado e para trás, renunciando à procura de roturas, de verticalidade! Era por aqui que se abririam brechas no tremendo bloco defensivo contrário. Sem bola, em menos dum fósforo os napolitanos posicionavam-se frente à sua área em 442. Os nossos extremos, além do marcador direto tinham mais dois à dobra; um na linha, outro por dentro! É obra! Besiktas, Marítimo e Moreirense fizeram o mesmo. É necessário mudar algo. O quê? Renato Sanches deixou um vazio impreenchível apesar de todo o génio de Pizzi; Renato, inderrubável no um para um, fechava espaços, recuperava a bola, protegia-a, transportava-a, distribuia-a e rematava-a...para golo! Galvanizava os colegas. Gaitan era o "abre-latas" capaz de passar por dois ou três adversários, várias vezes, e cruzar com precisão, resolvendo um jogo. Não tem seguidor à altura. Para mim, era óbvio que, com avançados rápidos, os defesas encarnados deveriam ter optado por lançamentos longos e precisos para as costas dos defesas contrários, aproveitando os períodos em que os napolitanos subiam à área encarnada com cinco, seis jogadores. Foi o que aconteceu no golo do Jimenez; o defesa falhou o corte! Isto revela, reiteradamente, a incapacidade da equipa, durante o jogo, procurar novas soluções para novos problemas. É o que distingue as boas, das grandes equipas.

   O primeiro golo resultou da lentidão de Lindeloff em reagir ao movimento inteligente e rapidíssimo do avançado; quando arrancou já tinha meio metro de atraso. Deve ter a cabeça noutro lugar. Ederson nada podia fazer. E fez muito em várias ocasiões. O segundo golo resultou da apatia geral dos defesas com a maior responsabilidade a caber a Luisão. "Adormeceu", quando esticou a perna, já lá não estava a bola. A retificar. Por vezes percebeu-se a falta de referência na área; nenhum avançado tem o dom da ubiquidade. Jimenez esteve bem, tal como Semedo. Muita cerimónia geral ao visar a baliza contrária; péssima qualidade na marcação dos cantos, frequentemente, má leitura de jogo. Cansaço? Falta de consolidação tática? Défice de conhecimento? Não sei. Nos sessenta minutos iniciais do jogo com o Besiktas na Turquia vimo-los praticar um futebol de alto gabarito. Serão dias? Treinadores pachorrentos criam equipas pachorrentas? O futuro dirá; mais uma vez.

   Fui ouvindo os comentadores da BTV e discordo veementemente da cultura da apologia incondicional da equipa e do clube. Não vale a pena tentar fazer passar a ideia de que tudo está bem e que as críticas não são benvindas! Sem crítica não há evolução! Não esquecer! E tal não significa desamor; pelo contrário. Falo de crítica construtiva e não de maledicência, intriga ou verborreia. 

   Força Benfica!

PS: No lance do golo do Benfica,  a perda de bola do defesa do Nápoles é tão patética e a passividade do Reina é tão evidente, que me pergunto se não terá sido voluntariamente consentido. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

CO2+T=desenvolvimento florestal



Eustaquio Segrelles  - Eustaquio Segrelles del Pilar _ paintings _ artodyssey 

"O aumento da concentração de CO2 na atmosfera associado ao aumento da temperatura da Terra, acelera a reprodução vegetal, permitindo a arborização das zonas áridas."

https://wattsupwiththat.com/2016/12/05/co2-good-or-bad/

sábado, 3 de dezembro de 2016

Encostados na frente

  
 
 
   Ouvi o relato na rádio e o comentários na BTV. Os jogos na Madeira, seja com que clube for, são sempre difíceis. Assim foi com este em que o Marítimo infligiu a primeira derrota ao Benfica, no campeonato em curso. Certamente que haverá deficiências a apontar aos encarnados, jogadores e equipa técnica; remates à baliza foram muitos, ora defendidos pelo guarda redes adversário, ora falhando a baliza. Haverá certamente algum mérito do lado dos verde rubros; marcar dois golos num jogo a esta equipa do Benfica não é tarefa fácil, e a sorte não entra nestas coisas. 
 
   Há porém padrões detetáveis por quem já viu muito futebol. Vasco Santos, árbitro portista regressado de longa travessia no deserto mas conhecido pelas tropelias anti Benfica que protagonizou no passado, consentiu o primário antijogo dos jogadores do Marítimo, com muita violência e múltiplas paragens por simulação de lesões. É um facto que esta é uma característica persistente do futebol nacional só justificável pela teia de interesses que disso tira partido. É a diferença de qualidade resultante da falta de meios e da tacanhez de alguns técnicos que está na origem da tática do antijogo. Devem definir-se critérios mais exigentes e canalizar meios de financiamento dos clubes mais pequenos, a partir das receitas do futebol europeu e nacional. 
 
   Fechar espaços, num 7-3-0 recuado, é feio, mas admite-se; simular sucessivas lesões e praticar jogo violento ainda é mais feio, mas até compreende. O que não se compreende é a displicência do árbitro, ou melhor; compreende-se na perspetiva da "armadilha" a que, na sequência da da época passada - sem sucesso, neste caso com o Veríssimo como protagonista - foi submetida a equipa do Benfica. São demasiadas coincidências, vejamos; Filipe Vieira é castigado trinta dias praticamente na véspera, com justificações absurdas, Meirim veio a público dizer que nada teme e que o processo de inquérito de Bruno de Carvalho pelo incidentes no túnel de alvalade vai levar meses - entenda-se, nunca no decurso do presente campeonato -, os processos interpostos pelo Benfica contra dirigentes leoninos estão engavetados por falta de pessoal, o Boavista vê o golo do empate não validado, no jogo contra os leões, tendo jogado desfalcado de cinco jogadores - salvo erro -, castigados no túnel do Bessa por desacatos provocados pelo guarda-redes do Vitória de Guimarães - que parece ter um acordo qualquer com o Sporting -, O Vitória de Setúbal também jogou contra o mesmo Sporting desfalcado de vários jogadores. No âmbito do futsal e da pseudo confusão dos títulos o comportamento da FPF  tem sido miserável. O caso do arranjo de jogos que veio a público na época passada, foi silenciado. Do doping, deixou de haver notícias desde a guerra de Horta com Madail. Há dinheiro a rodos no Sporting desconhecendo-se a sua proveniência mas comprometendo um banco sob garantia do Estado - banco que está à venda e apresentou em 2015 um prejuízo superior a 800 milhões de euros, com a curiosidade do silêncio de Helena Roseta e Ana Gomes, tão prestimosas a atacar o Benfica por bagatelas.
 
   Tendo em conta o que se passou no último terço da época anterior, parece que o Sporting vai de passeio até final desta. É demasiado óbvio. Tal como é demasiado óbvia a inação das instituições desportivas e judiciais. Bem sabemos que os verde-brancos estão falidos e concordamos na sua recuperação, mas não atropelando os outros clubes criando-lhe sucessivas dificuldades artificiais.
 
   No meio de tudo isto, julgo que é altura de os dirigentes do Benfica reverem a sua estratégia de ação. É necessário mais firmeza na defesa do clube e talvez seja altura de questionar publicamente as instituições acerca do seu interesse na participação das equipas do Benfica nas provas nacionais. Da retórica progressista vingou a hostilidade aos encarnados pela associação ao Estado Novo, que sistematicamente tem sido feita, seja pelos seus adversários, seja pelos políticos que necessitam de um símbolo do mal para se apresentarem como salvadores do povo e paladinos da democracia e da liberdade. Tal como referiu Alçada Batista relativamente a cada um de nós, também as democracias necessitam dos seus pobrezinhos.
 
Força, Benfica! 

PS: Quebras de rendimento nos jogos anteriores e posteriores a compromissos europeus, são habituais e sucedeu também neste caso. No entanto confirmaram-se as minhas suspeitas relativamente aos jogos Porto-Braga e Sporting-Setúbal de sábado; Carlos Xistra entregou a vitória aos azuis  expulsando um adversário e prolongando o jogo até marcarem o golo da vitória; quanto ao Sporting, beneficiou de um vitória desfalcado em ritmo de passeio. Por alguma razão os clubes beneficiados apoiam Pedro Proença, o árbitro que, com erros grosseiros, impediu  o Benfica, por várias vezes, de ser campeão.
   Não tem nada que saber; castigando-o, impedem Filipe Vieira de protestar na fase em que decidiram "arrumar" com o Benfica. No entanto, é preciso erguer a voz na defesa do clube, dos adeptos e do futebol, que teima em não sair do lamaçal

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ressaca da Liga dos Campeões!

  
 
  
 
   Uma vitória que, apesar de categórica, revelou algumas deficiências e descontrolo, fatais com equipas de outro nível.
 
   O Moreirense foi à Luz jogar fechadinho no seu meio-campo, garantindo superioridade numérica na disputa da bola, não descartando qualquer oportunidade para subir à área encarnada e visar a baliza. Algo que ocorreu três ou quatro vezes durante o jogo, infrutiferamente, desta vez. Louve-se-lhes a disponibilidade física, a boa circulação de bola e a resiliência por nunca terem desistido de procurar o golo.
 
   A equipa do Benfica pareceu-me muito trapalhona, principalmente na primeira meia-hora, algo atabalhoada, sem fluidez de jogo, com o corredor direito bloqueado e o esquerdo inativo, dificuldade dos jogadores em soltarem a bola, prevalecendo o esforço individual, eventualmente devido ao sobrepovoamento adversário das zonas críticas, forçando uma dinâmica inconsequente. No jogo aéreo, Makaridze, reinava, o que não impediu os avançados encarnados da insistência no jogo alto. Na direita, Sálvio era brindado com três ou quatro "polícias", a ala esquerda não "carburava e a tendência era para o afunilamento e a cerimónia no remate, dada a floresta de pernas na zona. Enfim, finalmente, num movimento amplo, em jogada de envolvimento, Pizzi, o "homem do jogo" aparece na zona frontal livre de marcação, à entrada da área, a finalizar o cruzamento rasteiro da esquerda, enganando Makaridze com grande categoria. O segundo golo resulta de uma bela jogada coletiva em profundidade, com pormenores táticos e técnicos muito bonitos. No terceiro golo destacou-se a velocidade supersónica de Rafa a responder a um lançamento vertical de vinte a trinta metros de...Pizzi, ganhando o sprinte ao guarda-redes adversário, tendo optado, mal, pelo remate, já com dois defessas na frente; Jimenez concluiu, com grande sentido de oportunidade, à ponta de lança. Este movimento de Rafa terá sido o que Rui Vitória pretendeu induzir com a sua entrada no jogo da Turquia. Pizzi assume-se cada vez mais como patrão da equipa; Cérvi faz um trabalho defensivo tremendo, tal como Sálvio. André Almeida não comprometeu, apesar de "algo enferrujado" e a fava, desta vez, calhou ao Eliseu. Jimenez precisa de jogar mais para melhorar a precisão das movimentações na frente de ataque onde provoca grande desgaste às defesas.
 
   Enfim, fiquei com a ideia de que alguns jogadores poderão estar a acusar fadiga mental.
 
   Nada de relevante a assinalar relativamente ao árbitro.
 
   Bem os Técnicos e Dirigentes do Moreirense nas declarações referindo o essencial, abdicando da habitual "conversa mole". 
 
   PS1: Consta-se que terá havido prémios extra aos jogadores do Moreirense; nada surpreendente tendo em conta o que sucedeu na época transata. Veremos se o padrão se repete. O certo é que há demasiadas "anormalidades" em torno do Sporting; dinheiro a rodos de origem desconhecida, processos que ficam na gaveta dos órgãos jurisdicionais desportivos ou concluídos com sanções ineficazes em razão da demora, adversários dizimados por exclusões em jogo precedente com golos regulares não validados. A tudo isto, acrescente-se a rábula que foram os jogos com o Real Madrid, indiciando o envolvimento de "gente graúda" ao nível dessa entidade "impoluta" que é a UEFA e a FPF. Lembremo-nos ainda das cegadas do futsal, do castigo a Vieira e das recentes declarações de Meirim. Ainda quanto ao Moreirense, é um caso a acompanhar tendo em conta a saída de Pepa e a entrada de Inácio para o comando técnico da equipa. A verdade é que me parece ter já visto este "filme" antes. Há indícios de um planeamento extensivo, meticuloso e inescrupuloso para levar o Sporting ao título e não creio que seja da autoria de Bruno de Carvalho. Julgo que é casso para a PJ entrar em ação.
 
   PS2; O Benfica reclama mais dinheiro da NOS, que recusa numa primeira fase, sugerindo uma comissão independente para estudar o assunto. Mais uma vez o clube encarnado funciona como ganha pão dos principais rivais. É bom que faça valer a sua força e não vá em conversas.
 
PS3: Fantástica a equipa de andebol ao bater a forte equipa polaca, muito graças ao acerto de José Figueira, passando à fase seguinte.
 
PS: Os Bês encarnados perderam em casa, ingloriamente, uma vez que jogaram para ganhar. É forçoso trabalhar a eficácia.
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O Adamastor: CARTA ABERTA AO REI DE ESPANHA

"Não, aquilo que me leva a não lhe dar as boas vindas tem a ver com o facto da Coroa e da República Espanholas, não terem restituído a Portugal a portuguesíssima vila de Olivença e seu termo, que ocupam ilegalmente, “manu militare”, desde 1815 (eu diria, desde 1807). V. Majestade sabe certamente os contornos do caso e tem seguramente à mão, excelentes diplomatas e historiadores que lhe podem dar conta dos pormenores." (João José Brandão Rodrigues, Adamastor)"


O Adamastor: CARTA ABERTA AO REI DE ESPANHA:

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Da euforia à decepção

 
  
BESIKTAS - BENFICA 3-3
 

   O sentimento de frustração que se abateu sobre os benfiquistas no final do jogo com o Besiktas, não resulta do resultado em si mas da forma como ocorreu. E como ocorreu? Sessenta minutos de futebol exuberante da equipa do Benfica, ao nível do melhor que se faz na Europa. Quem o pratica pode, legitimamente, aspirar ao título de campeão europeu. Trinta e tal minutos de grande intensidade da equipa do Besiktas, um Benfica a retrair-se, um árbitro caseiro, alguma sorte dos turcos e alguma aselhice dos encarnados. Apesar de tudo, com este empate o Benfica depende apenas de si próprio para passar à fase seguinte.
 
   Virtualmente fora da fase seguinte, com o apoio do seu público, a equipa do Besiktas subiu ao relvado na segunda parte, decidida a dar tudo o que tinha. E deu. Aumentou a intensidade e agressividade, cerrou as marcações, encostou os alas às linhas, encostou os jogadores encarnados à sua área e teve mérito e a sorte do jogo . Pela parte do Benfica, pareceu-me que adotou uma atitude mais passiva, fechando o seu meio-campo e esperando o jogo nas costas dos turcos para desferir o golpe fatal. Que esteve prestes a acontecer; primeiro por Mitroglou, depois por Guedes. Não censuro Mitroglou pelo falhanço; o mérito foi do guarda-redes, que saíu muito bem, tal como tinha feito relativamente a Guedes, no jogo da Luz. Mitroglou pressentiu a proximidade do guarda-redes e decidiu rematar de primeira ao poste esquerdo. Falhou por pouco. Poderia ter efetuado a recepção seguida de rotação à direita contornando o guarda-redes e finalizando à vontade. Quanto ao Guedes, não cheguei a perceber porque falhou a interceção, a cerca de um metro da linha de golo.
 
   Pareceu-me estranha a forma como a equipa do Benfica deu tanto espaço ao extremo esquerdo. Julgo mesmo que foi esta a principal falha tática que permitiu a recuperação dos turcos. A dupla Nelson-Semedo não soube fechar bem o corredor. Poderia tê-lo feito; não foi à falta de avisos. Conclui-se que a equipa, incluído o Treinador, tem dificuldade em efetuar correções táticas durante o jogo. Este particular define as grandes equipas. Na fase de contenção, creio que houve falta capacidade tática dos encarnados. Quando se opta por dar a iniciativa a um adversário de qualidade, como é a do Besiktas, que tem alguns jogadores muito evoluídos tecnicamente, aumenta-se o risco de in sucesso. Foi o caso.  
 
   Na reação dos turcos há a sublinhar o apoio do público e um pormenor que, quanto a mim, revela a minúcia com que os técnicos do Besiktas estudaram a equipa do Benfica; privilegiaram os cruzamentos-centros a meia-altura. Não pode ser por acaso. Perceberam que, pelo ar, não tinham hipótese dada a extraordinária capacidade da defesa encarnada, em especial de Ederson, mas também de Luisão e Lindelof. Até na grande penalidade a bola saiu a meia altura.
 
   Rui Vitória não foi feliz nas substituições. Percebeu-se a ideia; dar solidez ao meio-campo com Samaris mais fixo e a dinâmica de Rafa  para levar o perigo à baliza turca. Não funcionou. Ao tirar Cervi e Gonçalo, convidou os defesas a subir no terreno, perdendo capacidade defensiva na frente. Jimenez entrou demasiado tarde. Nos últimos instantes, percebeu-se o erro da opção; o golo esteve novamente à vista para os Lisboetas.
 
   Não serve de desculpa, mas é verdade que o árbitro ajudou os turcos. Deixou-se afetar pelo ambiente. O primeiro golo do Besiktas é irregular; o jogador que faz o remate para o golo está fora de jogo. Foi permissivo no capítulo disciplinar; Quaresma agrediu Ederson com uma joelhada "à porto", outros lances ficaram por sancionar, o que encorajou os turcos. Confirmei esta asserção num lance em que Mitroglou, à entrada da área, de constas para a baliza e com um defesa nas suas costas, recebe com o peito assistindo um colega na sua frente - Guedes? - em posição frontal.  O árbitro marcou falta ofensiva! Fiquei esclarecido.
 
   Há pois algo mais a fazer na equipa; força mental de todos em todo o tempo de jogo, conhecimento e automatização dos movimentos táticos em função das particularidades do jogo.
 
   Força! Venha o Nápoles, que há contas a ajustar.
 
PS1: O Sporting descobriu um filão inesgotável no falido BES e no enjeitado Novo Banco. Não se conhece quem está a doar financiamento ao Sporting, apesar da desastrosa gestão de Bruno de Carvalho. Trata-se de esclarecer se há dinheiros públicos implicitamente envolvidos ou dinheiro sujo. É que já lá vão 200 milhões de euros; caso se verifique o perdão da dívida de mais de 700 milhões de euros, como começa a suspeitar-se, o donativo totalizará quase mil milhões de euros! E ninguém dá explicações? E ninguém pede explicações?
 
PS2: Não acredito em bruxas; mas há cada coisa! A equipa do Boavista vai defrontar o Sporting, desfalcado de cinco titulares, por desacatos no jogo com o Guimarães! Ele há coisas do arco da velha! Vamos ver se vai repetir-se o fenómeno com os adversários seguintes, dos verde-brancos.  

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Que se passa na LPFP?

 
 
As "meninas" do Benfica
      Liga para que te quero?
 
   A Comissão Disciplinar da Liga (CD), e o Conselho de Justiça (CJ) da FPF, tão lestas a castigar Filipe Vieira, mantêm estagnado o processo de inquérito efetuado pelo CD anterior, quando já o devia ter enviado ao CJ da  FPF, depois de deduzida a acusação! Ou os casos não têm gravidade? Ou é para arquivar? Este comportamento põe em causa a credibilidade da atual Direção da LPFP, até porque, foi eleita com o apoio do Sporting! Está em causa o projeto de credibilização e intransigência anunciado por Pedro Proença, que, com este caso, parece ser discricionário.
 
   Respigado do CM: 
 
   A antiga Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga (CII) deixou à sua sucessora, Comissão de Instrutores (CI), um processo praticamente concluído, que visava o Sporting, em que se invocava o ilícito disciplinar grave, denominado por ‘ofensa ao bom-nome e ao prestígio das competições profissionais de futebol’, que tem como consequência/pena a interdição do Estádio José Alvalade de um a três jogos. Segundo soube o CM, o relatório final estava pronto para que a nova CI (em funções desde agosto) avançasse com uma acusação e a fizesse seguir para o Conselho de Disciplina (CD) da FPF, que, de acordo com os regulamentos, é o órgão que aplica as penas propostas pela justiça da Liga. Contudo, com a mudança de nome do órgão jurisdicional da Liga e a substituição de Cláudia Santos por Cláudia Viana, promovida por Pedro Proença, com o apoio de Sporting e FC Porto, o caso dos leões ainda não chegou ao CD.

Ler mais em: 
http://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/interdicao-de-alvalade-congelada-na-liga?ref=futebol_Mais Lidas
 
Os "medíocres" comentadores:
 
   Quando se acusam os dirigentes desportivos de mediocridade na sequência de comportamentos menos próprios ou deploráveis de alguns deles, convém não esquecer que todos os êxitos alcançados individualmente, pelos jogadores portugueses, ou coletivamente, pela seleção portuguesa, a eles se devem! É verdade! São estes dirigentes "patolas" , "doidos", "malcriados", que têm movido o futebol e propagado a prática desportiva, algo que o Estado historicamente negligencia.
 
   Por outro lado, esses mesmos dirigentes têm sido enaltecidos pela generalidade da comunicação social, salvo raras exceções, o que os torna corresponsáveis pelo dirigismo que criticam. O mais caricato é alguns "patetas" insistirem em meter Filipe Vieira no mesmo saco de dirigentes arruaceiros, "acusando-o" (?) de se candidatar sem oposição! Aos sócios do Benfica é que compete avaliar o desempenho das direções e a necessidade de constituir alternativas. Diz-se em linguagem futebolística que "em equipa que ganha não se mexe"; é o que pensam os sócios do Benfica! Qual é o problema? Evidentemente que sabemos qual é! A gestão de Filipe Vieira incomoda sobremaneira os adeptos dos adversários do Benfica. Incluindo os que infestam a comunicação social portuguesa, mais parecendo uma praga de gafanhotos!
 
   Modalidades do Benfica:
 
   Bem o voleibol em disputa com o CA Madalena, com uma vitória categórica (3-0); veremos como se sairão no próximo jogo com o Fonte Bastardo; bem o futsal sobre o Burinhosa (4-o); bem o hóquei em patins com o resultado de (10-1) contra o Valença HC. Muito bem o futsal feminino contra o eterno rival (2-0), num jogo onde o desportivismo esteve presente e se saúda. Mal o basquete a perder com a Oliveirense, provavelmente acusando o desgaste do jogo internacional. Mal, o andebol, com uma derrota fora em jogo na polónia, contudo, retificável em Lisboa.

domingo, 20 de novembro de 2016

Quase passeio!


     
   Esperavam-se mais dificuldades para a equipa do Benfica neste jogo com o Marítimo; uma equipa tradicionalmente difícil. Mas também não se poderá dizer que o jogo foi um passeio para os encarnados; os jogadores do Marítimo, honra lhes seja feita, nunca deixaram cair os braços, mantendo sempre uma postura de inconformismo. Aconteceu, simplesmente, que a equipa do Benfica fez um excelente jogo; tranquila, concentrada, talentosa, alegre, proporcionando momentos coletivos e individuais de grande requinte. Houve detalhes técnicos deliciosos, dos que os adeptos do futebol gostam e retêm na memória. Todos os golos foram deliciosos; nem "chouriços" nem carambolas. No primeiro, Cérvi tem o cuidado de não rematar a direito; o segundo nasce de uma recuperação fantástica de Sálvio seguido de passe "a rasgar" e remate cruzado ao segundo poste, de Pzzi (salvo o erro); no terceiro, Nelson Semedo faz uma fabulosa rotação com bola colocando-a de seguida, a meia-altura, em Mitroglou, que a espera no local certo, fazendo o quarto de seguida, num difícil remate de pé esquerdo, o pé de dentro, a passe de Gonçalo Guedes. Jimenez é um craque nos penaltis; Guedes fez um golo dificílimo, num remate de primeira a centro a meia altura de Pizzi. Enfim; Nelson Semedo, finalmente, atingiu a forma que o levou à seleção da primeira vez. Gonçalo Guedes é cada vez mais um caso sério, combinando força e talento como poucos, Mitroglou é um aristocrata do ataque, Sálvio está em forma, recuperando bolas, transportando-as, centrando, rematando, Cérvi é de uma irreverência e rapidez desconcertante, Pizzi é cada vez mais um grande maestro, Luizão, estabiliza a defesa e toda a equipa, Elizeu quando necessário mostrou os seus pergaminhos de velocista e pé canhão, Lindelof, discretamente, é um pêndulo, Samaris impediu que se notasse a falta de Fejsa e Júlio César quando foi chamado a intervir, safou-se...menos mal...(não devia ter deixado escapar a bola para a frente). É verdade porém que ainda houve por lá uns passes meio malucos, absolutamente reprováveis, e falta de inteligência ao não explorarem o imenso espaço que os madeirenses deixavam nas costas quando subiam em bloco no terreno.

Jimenez, Rafa e Carrilho jogaram uns bons 15 a 20 minutos, salvo o erro; mostraram que estão prontos. 
   Xistra, talvez tenha falhado em dois lances na área do Marítimo, que me pareceram passíveis de castigo máximo. A grande penalidade assinalada não tem discussão; por acaso até foram duas faltas no mesmo lance.
  Aprovo a discrição e o respeito com que Técnico e jogadores se pronunciam sobre o jogo e os adversários Assim é que é; concentração máxima no momento, ignorando todo o ruído que por aí se faz.
   Força!
PS1: O porto foi afastado da Taça pela, sempre difícil, equipa do Chaves. Estou curioso quanto ao castigo que a FPF ou LPFP vão aplicar ao Benfica! Não falha!

PS2: O nosso Néné faz anos; calhei a ouvi-lo, há pouco, na BTV, com outro mago da bola o nosso Vitor Martins. Comovi-me; a lágrima marota ainda balançou. Comovi-me com o afeto do Grande Néné ao nosso Benfica e ao seu amigo-irmão Vitor. A cultura de afetos é uma das marcas do benfiquismo, que sempre deve prevalecer.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Na inovação está a virtude!

 
  
 
   Quando há molhada no Sporting, sai castigo para o Benfica! Não lembrava nem ao "diabo" mas não esquece aos anti Benfica!
 
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Andebol na luta!

 
 
   A equipa de andebol do Benfica perdeu com a do Sporting por 25 a 28. O desempenho dos encarnados revelado esta época nas competições internacionais e nos confrontos com o ABC, justificavam alguma expetativa num melhor resultado para os encarnados, apesar da equipa do Sporting se apresentar fortemente reforçada. De todo o modo, três golos de diferença, em casa do grande rival, denota algum equilíbrio, prevalecendo expetativa favorável no desempenho futuro, tanto mais que, neste jogo, a equipa do Benfica se viu privada, por lesão, de um dos seus melhores jogadores. Um jogador inspirado ou desinspirado, faz a diferença de 3 golos. Gosto de ver a serenidade e objetividade das declarações de Mariano Ortega e confio nele, pelo que demonstrou na época anterior. Falta, naturalmente, melhorar algo; a nível coletivo ou individual. Sugere-se que não "adormeçam", confiando nos automatismos do processo; às vezes basta um pequeno detalhe faz a diferença. Força!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Basquete maravilha!

 
     
 
   Perante a categórica vitória caseira da equipa do Elan Chalon sobre o Benfica, não acreditei na hipótese de réplica da equipa do Benfica na Luz. Enganei-me outra vez! (Já tinha acontecido relativamente ao Porto). O caso é que foi um jogo fantástico, entre duas equipas que protagonizaram lances de grande beleza, com muita emoção e incerteza há mistura. Como sempre são os bons jogos. A equipa do Chalon tem lançadores fantásticos, grande cultura tática e uma atitude competitiva  muito forte. Porém, a equipa encarnada esteve à altura ganhando com grande mérito; chegou a ter uma vantagem da ordem dos 15 pontos, período de grande desorientação da equipa belga. Dependendo do adversário, no basquete, qualquer desconcentração pode ser fatal. E neste caso foi. Por mérito do Benfica. Carlos Morais esteve imparável, com triplos, assistências e ressaltos! Foi o MVP do jogo. Com esta vitória o Benfica apurou-se para a fase seguinte da FIBA Europ Cup. De destacar ainda as sóbrias declarações de Morais, no final do jogo, sublinhando o desempenho do grupo. Os grandes campeões são assim. É caso para dar os parabéns à equipa técnica e ao diretor do pelouro; com contratações cirúrgicas, sem estardalhaço, mostraram que sabem da arte como poucos. Temos equipa para a época. Força!
 
   A Seleção Nacional de futebol continua a ser a estrela negra dos jogadores encarnados! Desta vez foi André Horta que veio de lá com guia de marcha para a enfermaria. Tantas coincidências dão que pensar. Gostava de conhecer a origem desta lesão.
 
   Os critérios de Fernando Santos parecem revelar reserva deste relativamente aos jogadores do Benfica. Custa-me dizê-lo porque o considero, mas, se não é, parece; e às vezes, o que parece é!
 
   Ora então do "douto" Conselho de Disciplina da FPF saíu mais um castigo para Filipe Vieira! Por outro lado, foi arquivado o processo de inquérito ao Rui Gomes da Silva por declarações que efetuou em uma das suas participações na SIC! Tal deveu-se ao recurso interposto ao TAD por aquela, deixando os homens do CD da LPFP receosos de eventual anulação duma sentença condenatória (vontade não lhes faltaria). Tal é a convicção dos agentes da justiça desportiva na Liga. Desportiva? Mas o que é que a CD da LPFP tem a ver com o que as pessoas, não agentes desportivos, dizem ou fazem fora dos seus domínios? Nada! A lei geral subordina o funcionamento da Liga! É tudo! 
 
   Voltando ao castigo aplicado a Filipe Vieira; é sintomático que tal ocorra na sequência da crónica, num jornaleco afeto ao Sporting, de um articulista com aversão ao Benfica, queixando-se da demora na decisão do processo aberto ao dirigente encarnado. A ideia que dá é que; ou o CD da FPF anda a reboque da comunicação Social afeta ao Sporting, ou esta presta-se às encomendas daquela. Seja como for, é mau sinal! 
 
   Quanto a mim, o episódio indigno entre os Presidentes do Sporting e do Arouca precipitou o castigo a Filipe Vieira. Isto é; perante a inevitabilidade do castigo a Bruno de Carvalho e Carlos Pinho, o CD da FPF apressou-se a castigar Vieira para apaziguar a turba verde e o seu Presidente. Rogério Alves, arriscando a reputação de que ainda goza junto da opinião pública, já veio a terreiro responsabilizar Carlos Pinho considerando Bruno de Carvalho vítima neste episódio!
   Com Slimani aconteceu algo parecido; o castigo saíu tarde e a más horas e a justificação da sentença descredibilizou quem a proferiu. Atrasaram-lhe o castigo na espetativa de ocorrer algum caso com algum jogador encarnado, como tentaram fazer com Renato Sanches! Inventaram-lhe um caso, arquivando-o, preparando a opinião pública para o tratamento favorável do caso Slimani! É o que me parece!
   São episódios atrás de episódios demonstrando que há algo errado na FPF; basta ver a identidade dos treinadores de todos os escalões! Estão quase todos entregues a ex-atletas do Sporting! Porquê? Para melhor promoverem os seus jogadores? Tal como disse acima, às vezes, o que parece, é!
   É confrangedor assistir ao lambe botismo a Bruno de Carvalho, por parte de gente que parecia idónea idónea! Uma pena!

domingo, 13 de novembro de 2016

Velhas alianças

 
   

   Entre as várias peripécias e singularidades que têm "adornado" décadas do futebol nacional destaca-se a relação "especial" entre o Futebol Clube do Porto e o Vitória Futebol Clube (vulgo, Vitória de Setúbal). Essa proximidade tem-se afirmado na transação ou cedência de jogadores entre os dois clubes, algumas vezes em momentos críticos do Vitória - parece que a crise financeira do Vitória é perpétua -, outras no, tradicional, alinhamento institucional, ainda outras na estranha atitude competitiva deste, nos confrontos desportivos com aquele.
 
   É verdade que este padrão parece extensível a outros clubes; como referiu ontem um convidado na BTV, ex-dirigente do Estrela da Amadora, "O Porto ajudava muitos clubes e estes, naturalmente gratos, retribuíam a ajuda quando era necessário".  No entanto, há razões históricas especialíssimas no caso do Vitória; percebi-o ontem quando, vagueando pela história económica do século XIX de Portugal, fui ter à Guerra da Patuleia - ou Guerra da Maria da Fonte. Uma guerra de raiz popular despoletada no reinado de D. Maria II, por volta de 1844, contra os despautérios tributários do Governo do famigerado Costa Cabral. Um século devastado por guerras no território nacional; a do Rossilhão, a das Laranjas - ou Fantástica, em que perdemos Olivença - a Peninsular, a Liberal, a Vila Francada, a Abrilada, a Patuleia e depois a da Regeneração. A Guerra da Patuleia foi sangrenta e foi ganha pelas forças de D. Maria graças à intervenção da Espanha, Inglaterra e França, graças ao pacto de aliança em vigor entre estas quatro nações.
 
   Pois nesta guerra da Patuleia - dos patolas; termo depreciativo por que eram tratados os populares pela aristocracia afeta à rainha -, onde a célebre mulher da Póvoa de Lanhoso, irmã do sapateiro da vila, se distinguiu, graças ao seu vestido vermelho e por ter dado a primeira machadada na porta da prisão onde estavam as mulheres que iam ser julgadas por terem dado uma "coça" nos enviados do Governo que queriam impedir o enterro de uma conterrânea na igreja da aldeia, como era tradição, começando pelo norte, propagou-se à cidade do Porto e alastrou por todo o país, devido à sublevação espontânea da população e a adesão de muitos adeptos miguelistas derrotados pelos liberais em 1834, incluindo à cidade de....Setúbal.
 
   Ora um dos chefes militares dos sublevados foi o conde....das Antas que, quando " os patolas" de Setubal estavam na iminência de novo confronto, após severa derrota, ocorreu, por mar em seu auxílio, não concretizando os seus intentos, graças à interceção de uma frota de guerra inglesa. "Et voilá" as razões históricas, profundas e respeitáveis entre a cidade do Porto e a de Setúbal, irmanadas na causa do Povo e da liberdade, ambas derrotadas pelas tropas do duque de Saldanha, espanholas e inglesas. Razões que, compreensivelmente, se estenderam às respetivas principais equipas de futebol. Pena que, desta vez, essa aliança não tenha servido  a causa da transparência e...da liberdade.
 
   PS: uma curiosidade; habitualmente atribui-se à cidade do Porto a designação de Invicta - creio que devido às peripécias da Guerra das Laranjas -, no entanto, na Patuleia, infelizmente, a cidade foi tomada pelas forças espanholas que ocuparam o forte e assumiram a autoridade até à pacificação do conflito, permanecendo a foz do Douro bloqueada pelas frotas inglesas.
 
   Ele há coisas "do arco da velha"!  
 
Ora apreciem este fascinante Vira do Alto Minho, interpretado pelo magnífico rancho minhoto "Maria da Fonte"
 
 
BIROUE; CUM CATANO! INTÉ REPENICA!
 

sábado, 12 de novembro de 2016

O "Mata Sete"

 
(Edward Munch - Vampiros)
 
"No mesmo documento, emitido através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Sporting informa que foi constituída uma hipoteca sobre o direito de superfície do Estádio José Alvalde e do edifício Multidesportivo pelo BCP e BES, os bancos financiadores do Sporting." (Diogo Cavaleiro, Negócios)
 
 
PS: Onde terão ido parar os 5 mil milhões de dólares americanos que desapareceram do BESA?

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Empate com borbulhas!

  
 
  
Consta que o Porto foi superior em quase todo o jogo e que foram as estratégias dos Treinadores a ditar o resultado final; um empate com sabor a vitória para o Benfica e com travo a derrota para o Porto. Este, num processo aparente de recuperação competitiva na sequência de alguns resultados menos maus, em especial na Liga dos Campeões, "obrigado a vencer" para convencer; aquele, numa sequência invulgar de vitórias, confortavelmente instalado na sua correspondente vantagem pontual.
 
   Competia ao Porto fazer as "despesas" do jogo. E fez; mas não conseguiu "matar" o jogo, porque receou o Benfica. E tinha razão; ao cair do pano, ao já célebre minuto 92, os "diabos vermelhos", num lance brilhante, marcado pela serena determinação e o talento de André Horta - o jogador-adepto - e  de Lisandro Lopez - o substituto do Capitão -, os encarnados estabeleceram o empate, para desespero de Casilhas e seus companheiros.
 
   O centro de Horta ilustra uma das formas mais eficazes de bater as defesas sobrepovoadas na zona da área; trajetória alta, força q.b., precisão milimétrica e um cabeceador a preceito. O destino da bola é só um e é traçado pelo lançador; o fundo das redes adversárias. E assim foi; a bola, sorriu para Casilhas e foi à sua vida.
 
   A equipa do Benfica, fustigada por intermináveis lesões, apresentando-se com duas baixas de peso - Grimaldo e Fejsa -, jogou um futebol conservador, que lhe ia saindo caro. Sendo possível fazer diferente, nunca saberemos se tal traria melhor resultado.
 
   Algo surpreendentemente, consta que Artur Soares Dias, adepto portista, fez um bom trabalho. Aleluia! Esperemos que seja um exemplo dos novos tempos do futebol nacional.
 
   Com este resultado o Porto continua na corrida e o Benfica mantém o élan.
 
   Nas modalidades; vitória do Benfica no basquete, no hóquei em patins - em jogo internacional -, no voleibol e no andebol. Empate no futsal em casa com a equipa do Braga, que me parece ter merecido o resultado. Empate da equipa B de futebol deixando escapar, aparentemente por razões táticas, uma vitória que parecia certa, para um adversário que o mereceu. Enfim; mérito aos adversários e mais e melhor trabalho na agenda dos encarnados.
 
  Noutra latitude, o Sporting voltou às vitórias com uma confortável vitória caseira sobre a instável - esta época - equipa do Arouca. Relata a imprensa cenas graves, passadas após o final do jogo na zona dos balneários entre dirigentes dos clubes envolvidos. Esperemos que, desta vez, as autoridades desportivas sancionem exemplarmente os causadores dos graves distúrbios, evitando cair na tentação da relativização do caso, como aconteceu na época passada, inúmeras vezes, sobretudo, relativamente aos dirigentes sportinguistas. A ver vamos.
 
PS1: Parece que não há forma de os clubes se protegerem contra os incómodos causados por adeptos adversários que, numa demonstração de anti desportivismo, se empenham em desgastar os jogadores contrários, impedindo-os de repousar nas vésperas dos confrontos. Foi o que aconteceu à equipa do Benfica na noite que antecedeu o jogo. Evidentemente que as autoridades têm uma palavra a dizer; até porque a lei existe, é clara e é para cumprir.  
 
 PS2: Deplorável foi o comportamento da Sport TV por não se ter dignado a mostrar qualquer plano dos adeptos do Benfica durante o jogo; uma atitude incompreensível, na linha de processos de manipulação da opinião pública deploráveis, que, com o novo arranjo empresarial do grupo a que pertence e as experiências do passado, se esperava erradicado. Puro engano; há certa gente que teima em contaminar o desporto nacional. Para vergonha de todos nós.
 
Força Benfica!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Benfica-Dinamo de Kiev

 


   Exibição sóbria e suficiente do Benfica conquistando os três preciosos pontos e reforçando a sua candidatura à passagem aos oitavos de final.

Matreiros e medrosos, os ucranianos formaram um bloco recuadíssimo, em 4141, esperando um Benfica mais afoito e descuidado permitindo os seus contragolpes a partir das alas. Que me lembre, fora o penalti, os ucranianos não criaram grande perigo para a baliza de Ederson.
 
Os encarnados mostraram-se seguros na manobra defensiva mas incompreensivelmente  ingénuos no ataque ao insistirem nas diagonais interiores em direção à floresta de pernas que os aguardava. O caso é que não dispunham de espaços para evoluir, restando-lhes recorrer às transições rápidas, aos lances de bolas parada, à meia distância e ao jogo aéreo. Foi um canto que proporcionou o penalti devido ao muito respeito que Luisão continua a infundir aos adversários, nestes lances. Na segunda parte, o Benfica, atacou mais pelas alas e o perigo rondou a baliza dos ucranianos por várias vezes. Mitroglou poderia ter marcado em três excelentes contra ataques, deixando a ideia de estar algo cansado. Cervi e Sálvio fizeram "miséria" pelas laterais e foram bravíssimos no apoio defensivo "cortando" variadíssimos lances ofensivos ao adversário. Já o jogo aéreo ofensivo foi quase nulo, mas a meia distância...valeu o bilhete do jogo! Gonçalo Guedes, em posição frontal, na sequência de um movimento vertical, arranca poderosíssimo remate que parecia capaz de arrancar a trave! Fantástico! Devia valer meio-golo! Estes lances são o fascínio, a alma, do futebol; o resto é atletismo! A certa altura pareceu-me que o meio campo encarnado estava um pouco "macio" apesar da excelente exibição de Pizzi; talvez tenha sido essa a justificação para a entrada de André Almeida e a saída de Gonçalo Guedes.
 
Julgo que o penalti contra os encarnados foi algo forçado, mas aceita-se; Ederson descuidou-se um pouco na saída, mas emendou com uma grande defesa. Aqui chegados, gostava de saber como fez; se escolheu o lado previamente ou percebeu a direção da bola pela observação do avançado.
 
Jimenez jogou pouco tempo mas deu boas indicações. Bem precisa, a equipa. Nem sempre as coisas correm bem a Mitroglou.
 
Dramática foi a lesão de Fejsa na sequência de entrada "assassina" de um adversário. Já vi tanta coisa no futebol que me pergunto se não terá sido encomendado. É que o caso do Rodrigo ainda está fresco na minha memória.
 
Venha o dragão!
 
PS1: A equipa de basquete do Benfica acabou de vencer a do Bruxelas, na Bélgica, exibindo-se a bom nível, com Carlos Morais a dar "cartas", num jogo fluido e eficaz.
 
PS2: Rui Silva, a última estrala de atletismo do Sporting, ingressou nos quadro do Benfica, com a dupla missão de atleta e técnico. Oxalá tenha sorte. Força!

domingo, 30 de outubro de 2016

Hino ao Hóquei!

 
 
 
 
Um golo do outro mundo!
 É o Benfica!

sábado, 29 de outubro de 2016

Categórico!

 
 
   Foi um Benfica categórico que venceu sexta-feira passada o Paços de Ferreira por 3-o no estádio da Luz; a equipa mostra-se concentrada, generosa, solidária, talentosa e determinada. O setor defensivo está fortíssimo e do meio-campo para a frente os automatismos ganham forma. Feysa é um "relógio" a fechar linhas e a fazer dobras, com "limpeza"; Pizzi revela-se "playmaker" graças à sua cultura tática, inteligência emocional e qualidade técnica; "Nitro" esteve muito dinâmico e foi decisivo nos dois primeiros golos; Cervi envolve-se cada vez mais no trabalho de equipa; Sálvio faz sempre "lenha" desta vez acrescentou um magnífico golo aparecendo no local certo, no momento certo, fuzilando a baliza para o segundo, após inteligente movimento de "Nitro". Gonçalo Guedes foi, sem dúvida, o homem do jogo; varrendo toda a frente de ataque de forma avassaladora, sempre na direção da baliza, com a força de um buldózer!, o seu golo constituiu um momento de grande fulgor; um remate poderosíssimo, a culminar triangulação perfeita com Cervi e "Nitro", a que o magnífico Defendi  não conseguiu responder a tempo. Achei graça ao movimento do braço esquerdo do Guedes precedendo o remate; a ampla rotação do braço esquerdo permite-lhe equilibrar o corpo e concentrar o seu peso na perna esquerda transferindo a força equivalente para a perna que faz o remate. Impressionante e, creio, único; nunca vi tal! A técnica de Eusébio era outra. Desferido o remate, o corpo de Guedes desmancha-se todo! Bem, já tinha percebido os dotes de Guedes quando jogava  ainda nos juniores, onde fazia golos de forma inesperada e de sítios improváveis. Não tem medo da baliza e é muito difícil de derrubar no ombro a ombro, tal como Witsel e como era Figo.
 
   Ederson cometeu um erro que poderia ter sido fatal ao sair mal num canto, deixando a baliza desamparada; felizmente que o avançado do Paços falhou o chapéu! Fantástico no jogo aéreo e a sair da baliza, Ederson tem um pontapé tremendo capaz de, sem grande esforço, levar a bola à baliza contrária! Tendo em conta que no pontapé de baliza não há fora de jogo, esta pode e deve ser uma arma para descongestionar o jogo dos adversários no meio-campo, abrindo espaços para a movimentação dos avançados.
 
   O Paços correspondeu à sua habitual e louvável postura disputando o jogo em todo o campo com lealdade e determinação. Respeitou os espectadores e, em contrapartida, ganhou o respeito destes. Parabéns a Carlos Pinto pela postura, que deveria servir de exemplo aos colegas. Só assim o futebol atrairá espectadores e financiamento.
 
   Do árbitro, nada relevante a assinalar; um cartão amarelo por mostrar ao Paços e um fora de jogo duvidoso ao mesmo Paços.
 
PS1; Na Youth League, no Seixal, os juniores deixaram fugir a vitória sobre o Atlético de Madrid, já na ponta final do jogo, quando venciam por 3-1, acabando empatados por 3-3. Um jogo equilibrado que, ainda assim, poderia ter pendido para os encarnados já nos descontos, houvera um pouco mais de serenidade no momento da finalização, onde o 4º esteve à vista.
 
PS2: Refere a imprensa que a Telma preteriu uma oferta de 20 mil euros por mês por emissários do Sporting em favor dos 5 mil euros que passou a auferir no Benfica. Isto é comovente! A Telma trocou 15 mil euros mensais pelo afeto dos benfiquistas! Admirava-a pela sua tenacidade, talento e coragem, demonstrados por muitos anos de trabalho árduo. Passei a admirá-la ainda mais. Pela parte que me toca estou-lhe reconhecido; ficará cá ,num daqueles lugarzinhos especiais reservados aos grandes atletas do Benfica.
 
PS3: Depois do trabalho, lá fui votar em Filipe Vieira no ato eleitoral que, surpreendentemente, dizem ter sido o mais concorrido. Tudo muito bem preparado; ainda pensei fazer uma "palhaçadas" para a câmara da BTV, mas faltou-me a determinação! A viagem de regresso era longa e não fiquei para assistir à tomada de posse. O grande desafio de Vieira neste 4º mandato consiste em reduzir o passivo sem prejuízo da capacidade competitiva. Basta para fazer um grande mandato. A estabilidade imbuída de espírito inovador permite a todos focarem-se no essencial com empenho e satisfação.
 
 

 
 
Força Benfica!